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Blogue de Notas

O feliz destino de alguns mails ;-)

Blogue de Notas

O feliz destino de alguns mails ;-)

17
Jun06

Golfe

Ao acordar ainda antes do dia despontar, um golfista constata que chove a potes e que a temperatura ronda os zero graus. Sem se amedrontar, decide meter-se a caminho do campo de golfe a fim de jogar a sua partida semanal, mas dá meia volta quando começa a nevar copiosamente.
Regressado a casa, veste o pijama e volta para a cama. Aninhando-se junto à mulher,  justifica-se: 
- "Está um tempo horrível lá fora!".
Meio a dormir, a mulher desabafa: 
- "E acreditas que mesmo assim o parvo do meu marido foi jogar golfe?"

17
Jun06

Preguiça

Três amigos alentejanos a esgrimirem as suas qualidades:
- Eu sou tão preguiçoso que no outro dia, vi uns maços de notas no chão, e não os apanhei para não ter que me agachar.

Prossegue um outro:
- Isso não é nada. A minha vizinha super-sexy tocou-me à porta, a convidar-me para ir passar a noite à casa dela, e eu recusei para não ter que atravessar o corredor.

E o terceiro:
- Pois o meu caso foi pior. No domingo fui ao cinema e passei o filme todo a chorar.
- Só isso !!!??? comentaram os outros.
- É que ao sentar-me, entalei os tomates e não tive paciência para me levantar !!!...

17
Jun06

Ding, dong...

Devido ao falecimento do avô aos 95 anos, o jovem Camilo foi dar os pêsames à sua avó de 90 anos.
Quando chegou, Camilo encontra a anciã chorando e fica a consolá-la .
Um pouco depois, quando vê a avó mais calma o neto aproveita e pergunta:
- Diz-me avó, como morreu o avô?
- Morreu ao fazermos amor, confessa a avó.
Camilo, horrorizado, responde-lhe que as pessoas de 90 anos ou mais, não deveriam fazer amor porque é muito perigoso.
No entanto a avó responde:
- De uns cinco anos para cá somente o fazíamos aos domingos e com muita calma, ao compasso das badaladas do sino da Igreja. Era Ding para o meter e Dong para o tirar........
Se não fosse o filho da puta do vendedor de gelados, sacudir o sino desvairadamente, o seu avô ainda estaria vivo!

17
Jun06

Diário de um dono de casa

Porque se queixarão as mulheres das lides domésticas se basta um pouco de organização?
Por : Ivan Kraus

Segunda-feira
Sozinho em casa. A minha mulher foi passar a semana fora. Ora aí está uma excelente mudança. Vamos passar uma semana inesquecível, o cão e eu.
Delineei um programa e organizei o meu horário. Sei exactamente a que horas me levantar, quanto tempo demoro na casa de banho e a preparar o pequeno-almoço. Acrescentei o número de horas de que preciso para lavar a loiça, fazer limpezas, passear o cão, ir às compras e cozinhar. Fiquei agradavelmente surpreendido com o muito tempo livre que ainda terei. Não percebo porque é que as mulheres se queixam da lida da casa se tudo isso exige tão pouco tempo. O segredo está numa boa organização.
O cão e eu comemos um bife cada um ao jantar. Vesti-me a rigor, acendi uma vela e pus rosas numa jarra para criar uma atmosfera aprazível. O cão comeu paté de foi gras como entrada, repetiu a dose como prato principal, com uma requintada guarnição de legumes e biscoitos à sobremesa. Eu bebi vinho e fumei um charuto.
Há muito que não me sentia tão bem.

Terça-feira
Tenho de dar uma olhadela ao meu horário. Uns pequenos acertos.
Expliquei ao cão que não se pode ter festa todos os dias e que por isso, não pode estar à espera de entradas e três tigelas de comida, que é claro, tenho de lavar.
Ao pequeno-almoço, verifiquei que o sumo de laranja natural tem um inconveniente. É preciso lavar sempre o espremedor. Alteração possível: fazer sumo para dias. Assim só tenho metade do trabalho.
Descoberta: posso aquecer salsichas dentro da sopa. Menos uma panela para lavar.
É claro que não pretendo aspirar todos os dias, como a minha mulher queria. De dois em dois dias é mais que suficiente. O segredo está em andar de chinelos e limpar as patas do cão. Quanto ao resto sinto-me optimamente.

Quarta-feira
Tenho a impressão de que afinal a lida doméstica leva mais tempo do que pensava. Preciso de repensar a minha estratégia.
Primeiro passo: comprei um saco de comida rápida. Não tenho de perder mais tempo com cozinhados. É um disparate perder mais tempo com a comida do que comê-la.
A cama é outro problema. Primeiro é preciso sair de dentro do edredão, a seguir arejá-lo e por fim fazer a cama. Que complicação! Acho que não vale a pena fazê-la todos os dias, sobretudo porque nessa mesma noite voltarei a deitar-me. Parece-me inútil.
Deixei de fazer refeições complicadas para o cão. Comprei algumas de lata.
Ele fez má cara, mas não teve outro remédio senão comê-las. Se tenho de arranjar-me com refeições pré cozinhadas, ele não é mais do que eu.

Quinta-feira
Acabou-se o sumo de laranja! Como é que um fruto aparentemente tão inocente causa tamanha confusão? É inacreditável! Vou passar a comprar sumo engarrafado pronto a beber.
Descoberta: consegui sair da cama quase sem a desfazer. Basta-me depois alisar ligeiramente a roupa. Claro que é preciso uma certa prática, e não me posso mexer muito durante o sono. Doem-me um bocado as costas, mas nada que um bom duche quente não possa resolver.
Deixei de fazer a barba todos os dias. É uma perda de tempo. Assim, também, ganho uns minutos preciosos que a minha mulher, como não tem de fazer a barba nunca perde.
Descoberta: não vale a pena usar um prato lavado de cada vez que como. Lavar a loiça tantas vezes começa a dar-me cabo dos nervos. O cão também pode comer só numa tigela. Afinal, de contas é um animal.
Nota: cheguei à conclusão de que basta aspirar no máximo uma vez por semana.
Salsichas ao almoço e ao jantar.

Sexta-feira
Adeus sumos de fruta! As laranjas são muito pesadas.
Descobri o seguinte: as salsichas sabem bem de manhã. Ao almoço nem por isso. Ao jantar, nem vê-las. Salsichas mais de dois dias seguidos enjoam.
O cão, esse, está a comida seca. Afinal de contas tem os mesmos nutrientes, e não suja a tigela. Descobri que posso comer a sopa directamente da panela.
Sabe ao mesmo nem tigela nem concha. Assim já não me sinto tanto como uma máquina de lavar a louça.
Já não lavo o chão da cozinha. Irritava-me tanto como fazer a cama.
Nota: acabaram-se as latas. O abre-latas fica todo pegajoso!

Sábado
Que ideia é esta de me despir à noite se tenho de voltar a vestir-me de manhã? Aproveito mas é o tempo para ficar mais um bocadinho na cama. E também não preciso de colcha, por isso a cama está sempre feita.
O cão encheu tudo de migalhas. Pu-lo na rua de castigo. Não sou criado dele!
Que estranho. De repente, dei-me conta de que é o que a minha mulher me diz às vezes...
Hoje é dia de fazer a barba, mas não me apetece nada. Tenho os nervos em franja. Ao pequeno-almoço, só as coisas que não seja preciso desembrulhar, abrir, cortar polvilhar, cozinhar sem misturar. Tudo coisas que incomodem.
Plano: comer directamente do saco em cima do fogão. Nem pratos, nem talheres nem toalha, nem nenhum disparate desses.
Tenho as gengivas um bocado inflamadas. Deve ser a falta de fruta, que é muito pesada para carregar - se calhar, estou com princípio de escorbuto.
A minha mulher telefonou à tarde a saber se tinha lavado as janelas e posto a roupa a lavar. Desatei a rir meio histérico. Disse-lhe que não tinha tempo para essas coisas.
Há um problema com a banheira. Está entupida com esparguete. Também não estou para me chatear. Não me incomoda muito porque deixei de tomar duche.
Nota: o cão e eu comemos juntos directamente do frigorífico. Tem é de ser depressa. Não convém deixar a porta aberta muito tempo.

Domingo
O cão e eu estamos sentados na cama a ver televisão. Vemos pessoas a comer todo o tipo de iguarias. Salivamos os dois. Ambos estamos fracos e rabugentos.
Esta manhã comi da tigela do cão. Nenhum de nós gostou. Precisava de me lavar, barbear, pentear, fazer comida para o cão, limpar a casa ir às compras e uma série de outras coisas, mas não arranjo forças. Sinto que estou a perder o equilíbrio e que a vista me está a faltar. O cão deixou de abanar a cauda.
Num último reflexo de sobrevivência arrastámo-nos até um restaurante.
Durante uma hora, comemos toda a espécie de pratos óptimos. Em seguida, fomos para um hotel. O quarto é limpo, arrumado e confortável. Descobri a solução ideal para o governo da casa. Não sei se a minha mulher já se terá lembrado disso.

16
Jun06

No avião

O famoso comentador da TV, Marcelo Rebelo de Sousa, seguia a bordo de um avião, de Lisboa para o Porto. Ao seu lado, reparou num garoto de uns 10 anos, de óculos com ar sério e compenetrado. Assim que o avião descolou, o garoto abriu um livro, mas Marcelo Rebelo de Sousa puxou conversa.
- Ouvi dizer que o voo parece mais curto se conversarmos com o passageiro do lado. Gostarias de conversar comigo?
O garoto fechou calmamente o livro e respondeu:
- Talvez seja interessante. Qual o tema que o Sr. gostaria de discutir?
- Ah, que tal política? Achas que devemos reeleger Pedro Santana Lopes ou dar uma chance a José Sócrates?
O garoto suspirou e replicou:
- Pode ser um bom tema, mas antes preciso de lhe fazer uma pergunta.
- Então manda! - Encorajou Marcelo Rebelo de Sousa.
- Os cavalos, as vacas e os cabritos comem a mesma coisa, certo?Pasto, ervas, rações. Concorda?
- Sim. - Disse Marcelo Rebelo de Sousa.
- No entanto, os cabritos excrementam bolinhas, as vacas largam placas de bosta e os cavalos grandes bolas... Qual é a razão para isto?
Marcelo Rebelo de Sousa pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia a resposta... E o garoto concluiu:
- Então como é que o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar Portugal, se não entende de merda nenhuma?

13
Jun06

A loira e o pinguim

Uma loira acorda, chega ao quintal e depara com um pinguim. Ao mesmo tempo, olha para o lado, vê o seu vizinho e diz:
- Já viu o que está aqui? Um pinguim! O que é que eu faço?
O vizinho responde:
- Não sei! Olhe, leve-o ao Jardim Zoológico.
No dia seguinte, o vizinho olha para a casa da loira e vê ela a sair com o pinguim preso com uma coleira, e pergunta:
- Então, levou o pinguim ao Jardim Zoológico?
E a loira...
- Sim, sim e gostou muito! Hoje vai à Feira Popular!

12
Jun06

A nacionalidade de Adão e Eva

Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.

O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e espigada, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados...
Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação...
Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.

Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa,só têm uma tristemaçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.
Só podem ser portugueses!!!!

10
Jun06

Marcas do tempo

Já lhe aconteceu sentir-se culpado(a) ao olhar as pessoas da sua idade e de pensar "não posso estar assim tão velho (a)" !?

Então você vai gostar desta:

Eu estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede.

Estava escrito o seu nome, e de repente eu me recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegio, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava : poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época?

Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, e o rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto... que que é isso!?

Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele foi do Liceu Salvador Correia.

"Sim", respondeu-me.

"Quando se formou?", perguntei.

"1959. Porquê?" , respondeu.

"Eh... bem... você era da minha classe", eu exclamei.

E então este velho horrível, cretino, filho de uma puta, me perguntou:

"A Sra. era professora de quê?"

10
Jun06

Motel

Mirtes não se aguentou e contou para a Lurdes:

- Viram teu marido entrando num motel.

A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto,durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.

 - Quando? Onde? Com quem?

- Ontem. No Discretíssimu's.

- Com quem? Com quem?

- Isso eu não sei.

- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?

- Não sei, Lu.

- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.

Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.

- Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!

- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. - Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.

- Pois então?

- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.

- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!

- Mas elas não sabem disso!

- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?

- Vou!

Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:

- Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico.

- O que ele queria?

-Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.

- O quê?

- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.

- O homem era você!

- Eu sei, mas eu não fui identificado.

- Você não disse que era você?

- O quê? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?

- E então?

- Desculpe, Lurdes, mas...

- Mas o quê???

- Vou ter que te dar uma surra...


(Luiz Fernando Veríssimo)

CONCLUSÃO: DEVEMOS CUIDAR APENAS DA NOSSA SAÚDE, POIS DA NOSSA VIDA, TODO MUNDO CUIDA...